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Neste princípio de século, cinco acontecimentos de monta anunciam já o regresso dos valores religiosos, das civilizações e das culturas na esfera pública. A comunicação social tem a sua responsabilidade neste fenómeno. Para se sair dasta instrumentalização do religioso pelo político, convém lutar contra a pretensão dos Estados para serem guardiães das religiões.
Há oito Estados Lusófonos no mundo. Todos eles estão juntos em redor ou no meio do Sul do pequeno-grande Oceano Atlântico
Nos últimos dez anos a geopolítica ganhou uma dimensão sem precedentes, embora esta disciplina tenha sido inicialmente rejeitada, por causa da associação com um dos seus fundadores, Karl Haushofer, ou seja, ao nazismo e a uma visão imperialista da História. Apesar da ausência de verdadeiros desenvolvimentos teóricos neste domínio depois da II Guerra Mundial, a geopolítica tornou-se uma questão central de tal forma que o apelo sistemático a esta disciplina parece abusivo
Este artigo é sobre aspetos históricos da geopolítica portuguesa, desde a sua fundação no século XII, passando pela III República, pela Revolução dos Cravos, pela adesão à CEE, etc., etc.
Os novos perfis das ameaças e a transformação dos modelos de terrorismo, o mais das vezes indetectáveis e imprevisíveis, vêm impondo aos Estados e às organizações internacionais a necessidade de assumirem novos e mais eficazes formatos de cooperação reforçada e de redes de informação. Na conjuntura geopolítica actual, não só pela enorme peculiaridade das actividades e transportes marítimos, mas sobretudo pelo específico enquadramento jurídico internacional dos espaços marítimos, dos quais resulta, irrefutavelmente, alguma incapacidade de controlo, os Estados costeiros são confrontados com fragilidades acrescidas no exercício da autoridade em espaços jurisdicionais. A uniformidade do poder do Estado em áreas que a morfologia geográfica já define como de elevada complexidade,assume, assim, uma importância fulcral para um Estado que detém jurisdição sobre uma área marítima mais de dezoito vezes superior ao território continental e insular. É em tal quadro que importa avaliar o conceito nuclear de Autoridade Marítima e a sua imprescindibilidade no contexto da Marinha.
A 27 de Maio de 1834, em Évora Monte, caía o pano sobre um terrível drama que dilacerou os portugueses de então e cujas sequelas, embora por vezes disso não nos apercebamos, perduram no Portugal contemporâneo. Terminava, com a vitória dos primeiros, a luta entre os "liberais" e os "miguelistas". Se atentarmos a que, menos de um ano antes, cerca de 10 000 liberais se encontravam cercados no Porto, que o país parecia seguir com o coração a causa de D. Miguel e que a ele obedecia um exército de 80 000 homens e toda a esquadra, não podemos deixar de nos surpreender.
O discurso do Estado da União do Presidente Obama, em Fevereiro de 2013, veio chamar a atenção para a importância do comércio transatlântico entre os Estados Unidos da América (EUA) e a União Europeia (EU). Estará o mundo a assistir a um novo despertar da importância geopolítica do Atlântico, no contexto da disputa de uma nova ordem mundial que se dará no Pacífico? Será este renovado interesse resultado do rápido desenvolvimento económico e militar da China? A ideia defendida pelo professor do MIT, Posen, é que o poder dos EUA, enquanto potência global, assentaria na capacidade para controlar o acesso e a utilização dos grandes espaços comuns da humanidade: o mar; o ar; o espaço exterior; e o ciberespaço. Só uma economia dinâmica e superior às outras poderá suportar o esforço militar e tecnológico de manutenção do domínio nos espaços comuns da humanidade. Deriva daqui a necessidade do Ocidente se unir sob a liderança dos EUA, dando uma nova centralidade económica ao Atlântico de modo a desenvolver uma economia que permita alavancar esse poder perante o desafio Chinês. Para isso haverá a necessidade de desenvolver novos mercados e capacidades, não só no Atlântico Norte, mas também no Atlântico Sul.