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Uma comparação com a Geopolítica Clássica. - p. 192-202
a primeira revista portuguesa sobre geopolítica
O discurso do Estado da União do Presidente Obama, em Fevereiro de 2013, veio chamar a atenção para a importância do comércio transatlântico entre os Estados Unidos da América (EUA) e a União Europeia (EU). Estará o mundo a assistir a um novo despertar da importância geopolítica do Atlântico, no contexto da disputa de uma nova ordem mundial que se dará no Pacífico? Será este renovado interesse resultado do rápido desenvolvimento económico e militar da China? A ideia defendida pelo professor do MIT, Posen, é que o poder dos EUA, enquanto potência global, assentaria na capacidade para controlar o acesso e a utilização dos grandes espaços comuns da humanidade: o mar; o ar; o espaço exterior; e o ciberespaço. Só uma economia dinâmica e superior às outras poderá suportar o esforço militar e tecnológico de manutenção do domínio nos espaços comuns da humanidade. Deriva daqui a necessidade do Ocidente se unir sob a liderança dos EUA, dando uma nova centralidade económica ao Atlântico de modo a desenvolver uma economia que permita alavancar esse poder perante o desafio Chinês. Para isso haverá a necessidade de desenvolver novos mercados e capacidades, não só no Atlântico Norte, mas também no Atlântico Sul.