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Acervo Museológico do Forte de S. Julião da Barra

O Forte de S. Julião da Barra foi construído na segunda metade do séc. XVI, na foz do Tejo. Erigido no local onde existia uma ermida em honra do padroeiro dos barqueiros, S. Gião, foi o mais poderoso sistema de defesa da cidade de Lisboa, defendendo a barra do Tejo, cruzando fogo com a Torre do Bugio, sendo considerado o «Escudo do Reino». Funcionou também como aquartelamento e prisão de Estado, a partir dos meados do séc. XVIII, destacando-se o cárcere do general Gomes Freire de Andrade.

A coleção museológica do Forte de S. Julião da Barra tem um valioso e diversificado acervo histórico e patrimonial. Conta a história de mais de quatro séculos do forte, sendo composta por pintura, cerâmica, escultura, armamento, azulejaria, ourivesaria, mobiliário e tapeçaria, e incorporando diversas peças oferecidas aos sucessivos ministros da Defesa Nacional.

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Museu da Liga dos Combatentes

A Liga dos Combatentes (LC) alberga um conjunto alargado de espaços museológicos, que servem como uma resposta ao cumprimento dos objectivos da fundação da instituição, nomeadamente: o Museu do Combatente no Forte do Bom Sucesso (Lisboa), o Museu na Sede Social da LC (Lisboa), o Núcleo Museológico do Porto e o Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido (no Mosteiro da Batalha). Através deste Portal são disponibilizadas informações sobre o acervo presente no Museu do Combatente e no Museu na sede da instituição.
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Museu de Marinha

O Museu de Marinha foi criado por iniciativa do rei D. Luís, por decreto de 22 de julho de 1863, encontrando-se, desde 1962, nas suas atuais instalações no Mosteiro dos Jerónimos.

Sendo um Museu “de” Marinha e não apenas “da” Marinha, nele se procura mostrar a Marinha no seu sentido lato, isto é, nas várias vertentes: militar, comércio, pesca e lazer. Apesar de possuir peças mais antigas, o discurso museológico do Museu começa essencialmente no período áureo dos Descobrimentos Portugueses. A partir daí, conta a história da relação dos Portugueses com o mar. Os objetos que ajudam a contar essa história são bastante variados: modelos de navios e embarcações reais, quadros e gravuras, condecorações e armas, cartas de navegar e instrumentos de navegação, fotografias e diplomas, entre muitos outros.

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Museu do Ar

Com existência legal fixada através da publicação de Decreto-Lei datado de 21 de fevereiro de 1968, o Museu do Ar foi inaugurado em Alverca em 1 de julho de 1969, num antigo hangar das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), tendo finalmente aberto ao público passados dois anos. Devido ao crescimento constante do respetivo acervo, o espaço disponível em Alverca veio a revelar-se insuficiente. Esta situação levou a Força Aérea a projetar um novo espaço museográfico estabelecido a partir da recuperação de um hangar na Base Aérea nº1, na Granja do Marquês. Este projeto foi concretizado em dezembro de 2009, comemorando-se simultaneamente os 100 anos da Aviação em Portugal. Em 2011 foi inaugurada uma nova área expositiva, que correspondeu à segunda fase de expansão do museu, com cerca de 3000 m2, resultante da reestruturação de três hangares cuja matriz arquitetónica remonta a 1920, quando a Escola da Aviação Militar de Vila Nova da Rainha se transferiu para a Granja do Marquês.

O Museu do Ar, o único Museu de Aviação em Portugal, incorpora aeronaves que serviram na Aeronáutica Militar, Aviação Naval e Força Aérea Portuguesa, motores, cockpits de aeronaves, simuladores, objetos pessoais, documentos, condecorações, entre outros.

No ano de 2013, a Associação Portuguesa de Museologia atribuiu ao Museu do Ar o prémio de melhor museu do ano.

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Museu Militar da Madeira

O Museu Militar da Madeira, situado na Fortaleza Palácio de São Lourenço, o ponto mais forte do sistema de defesa da cidade do Funchal no século XVII, apresenta temáticas como: A Madeira no Contexto da Expansão Portuguesa; História Militar da Madeira e Fortificações e infraestruturas militares da Região.

Do seu acervo museológico, destacam-se duas importantes coleções. Uma com as peças e morteiros de artilharia, em bronze, de várias origens e épocas, que inclui um morteiro de grandes dimensões de fundição portuguesa, em 1704, outra, de armamento ligeiro, composta por várias espingardas e mosquetes de pederneira, de finais do século XVII e princípios do século XVIII, complementadas com algumas peças em cerâmica e variado armamento antigo.

Destaca-se, ainda, todo o conjunto arquitetónico da antiga Casa da Guarda, com tetos em abóboda e magnificas portas originais em madeira de Til, espécie pertencente à Laurissilva da Madeira, que relevam o motivo de interesse da visita ao Museu.

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Museu Militar de Bragança

O Museu Militar de Bragança é um órgão do Exército, na dependência da Direção de História e Cultura Militar do Exército Português.

Foi fundado a 8 de Julho de 1938 por iniciativa do Sr. Coronel António José Teixeira, na altura Comandante do Regimento de Infantaria Nº 10 (RI10), sediado no Castelo de Bragança.

No ano de 1943, o Batalhão de Caçadores Nº3 (BC3) rendeu o RI10, tendo ficado aquartelado nos espaços do Castelo, mantendo-se o museu em funcionamento. Devido à extinção do BC3 em finais do ano de 1958, o Museu Militar de Bragança foi encerrado, o seu acervo enviado para o Museu Militar de Lisboa e as instalações entregues ao Património de Estado.

A pedido das gentes de Bragança, o Museu Militar de Bragança foi reativado e inaugurado a 22 de agosto de 1983 numa parceria entre o Exército Português e a Câmara Municipal de Bragança, passando a ocupar todo o interior da torre de menagem do castelo e os espaços exteriores circundantes.

O Museu Militar de Bragança conta com um acervo de elevado valor histórico-cultural em termos de antiguidade e riqueza patrimonial, entre o qual se destacam peças de armaria ligeira utilizadas pelo Exército Português desde o século XII ao século XX.

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Museu Militar de Elvas

O Museu Militar de Elvas promove a valorização, o enriquecimento e a exposição do património histórico-militar à sua guarda. Este Órgão do Exército ocupa as instalações do antigo Regimento de Infantaria N.º8, aquartelamento designado “Quartéis do Casarão" (Convento de S. Domingos, século XIII, Muralha Fernandina, século XIV e parte da Muralha Seiscentista, século XVII). É um caso único no panorama museológico nacional pois as suas infraestruturas são três Monumentos Nacionais. Tem ainda como responsabilidade o Centro Interpretativo do Património de Elvas da Câmara Municipal de Elvas.

O Museu Militar de Elvas ocupa uma área total de 150.000m2 e uma área coberta de 14.000m2. Atualmente a área coberta museografada ultrapassa os 3.500m2. O museu foi inaugurado oficialmente em 29 de outubro de 2009.

O Museu Militar de Elvas tem por si só uma elevada carga histórica, constituindo um valiosíssimo património onde se escreveram algumas das mais belas páginas da História da cidade de Elvas e de Portugal.

Património que se constitui como o museu de maior área de implantação de Portugal. Alberga as coleções militares do Exército: Arreios, Serviço de Saúde, Transmissões, Viaturas Militares do Exército, Hipomóvéis, Peças de Artilharia desde os meados do século XIX e Centro Interpretativo do Património de Elvas (CMElvas), além da monumentalidade das suas fortificações, dos Quarteis do Casarão, a Fonte de São José.

O Museu integra a Rede Portuguesa de Museus (RPM) da Direção Geral do Património Cultural (DGPC).

Elvas é classificada Património Mundial da Humanidade como “CIDADE-QUARTEL FRONTEIRIÇA DE ELVAS E SUAS FORTIFICAÇÕES".

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Museu Militar de Lisboa

As origens do atual edifício do Museu Militar de Lisboa remontam ao Reinado de D. Manuel I, que neste local mandou edificar um conjunto de casas onde, além de armazéns para guardar e conservar o material de Guerra, havia oficinas para o fabrico da pólvora e outros artefactos com o nome de TERCENAS DAS PORTAS DA CRUZ.

No dia 11 de junho de 1726, um violento incêndio destruiu a Tenência, nome pelo qual ficaram conhecidas as Tercenas após à Restauração. D. João V ordenou, de imediato, e no mesmo local, a construção de um edifício, a que foi dada a designação de Fundição de Baixo, para o estabelecimento dos novos armazéns da Tenência e oficina de espingardeiros. Encontrava-se já este edifício em adiantado estado de reconstrução quando se deu o Terramoto de 1755 que, praticamente e de novo, o arrasou.

Em 1760, deu-se início a novos trabalhos de reconstrução da Fundição de Baixo. Em 1764, e sob o comando de Bartolomeu da Costa, a Tenência passou a designar-se Arsenal do Exército.

Em 1842, o Barão de Monte Pedral começou a guardar, conservar e classificar várias coleções do Real Arsenal do Exército, constituindo o embrião do Museu de Artilharia, criado a 10 de dezembro de 1851, por Decreto Real da Rainha D. Maria II. Até 1876 esteve sediado na Repartição de Santa Clara, tendo sido transferido, nesse mesmo ano, para o edifício da Calçada Nova, local do extinto Colégio dos Aprendizes do Arsenal do Exército, correspondendo ao edifício atualmente ocupado pelo Estado-Maior do Exército.

No ano de 1895, as Repartições do Comando Geral de Artilharia funcionavam no edifício da Fundição de Baixo, e foi decidido que este seria o melhor local para se exporem as coleções do Museu de Artilharia. Nesse contexto, efetuaram-se as obras consideradas necessárias às novas funcionalidades a que o espaço foi destinado, ampliando-o, fechando o lado nascente e restaurando as antigas dependências do edifício da Fundição de Baixo, remodelação terminada em 1905.

Em 1897, foi criado o cargo de Diretor do Museu de Artilharia, destinado ao então General Ernesto Castelbranco.

Em 1926 a denominação do Museu é alterada para Museu Militar.

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Museu Militar do Porto

Criado pelo Decreto Lei nº 242/77, de 08 de junho de 1977, do Conselho da Revolução, e inaugurado a 21 de Março de 1980, o Museu Militar do Porto (MMP) está instalado num complexo de edifícios que contemplam uma Casa de finais do séc. XIX, um Parque, um Pavilhão e um conjunto de anexos.

No cumprimento da Missão que lhe foi instituída o MMP recolhe, inventaria, classifica e conserva objetos que, pela sua antiguidade, raridade ou valor, convém preservar como testemunho da história militar do País na parte que respeita às instituições e forças militares terrestres e, em particular, ao Exército; contribui igualmente para a divulgação do património à sua guarda, designadamente pela exposição pública de espécimes com interesse cultural e patriótico, devidamente valorizados com meios ou processos de esclarecimento e de dinamização pedagógica; colabora ainda com os restantes órgãos do Serviço Histórico-Militar e com outros organismos civis e militares, na investigação histórico-militar e presta a colaboração que lhe for determinada na celebração de comemorações e na realização de cerimónias e de manifestações culturais com interesse histórico-militar e, de um modo geral, com significado histórico-cultural.

As suas coleções refletem as temáticas museológicas que lhe foram definidas superiormente no âmbito da “História Militar do Porto”, da “A evolução do dispositivo militar no campo de batalha”, das “Peças de armaria ligeira e pesada” e “O Exército Português, desde o século XVI até à atualidade”.

Para além da sua exposição permanente, de que se destaca uma grande coleção de miniaturas de soldadinhos, o MMP apresenta com regularidade exposições temporárias e frequentemente realiza exposições itinerantes (a pedido de diversas entidades) nos mais diversos locais do país, em particular na Região Norte.

O MMP dispõe de Serviços Educativos e realiza, não só, visitas guiadas como atividades lúdico-pedagógicas destinadas ao público infanto-juvenil.

A Biblioteca do Museu é de acesso público e o seu catálogo bibliográfico está disponível online.

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Museu Militar dos Açores

O Museu Militar dos Açores localiza-se na Ilha de São Miguel, no casco histórico da cidade de Ponta Delgada e está implantado num equipamento de defesa militar datado de 1560, materializando-se provavelmente como o primeiro forte de arquitetura Renascentista português, da tipologia abaluartado regular.

Neste contexto, o edificado consubstancia-se ele próprio como a peça de maior relevo a ser visitado, no entanto, dentro das suas instalações podem ser visitadas seis salas temáticas, onde se desenvolvem exposições dos materiais e equipamentos do quotidiano militar, outras três salas com a temática dos açorianos na guerra do ultramar, uma sala de exposições permanentes com a evolução da arma ligeira de fogo e armas de lâmina, complementada por uma outra sala com material pesado de artilharia antiaérea e outros materiais.

Dispõe ainda de duas salas multifunções onde ocorrem exposições de curta duração numa abordagem sociocultural diversificada.

Do Museu Militar dos Açores faz ainda parte um vasto e valioso acervo documental que constitui o Arquivo Documental, disponível para consulta local de estudiosos, investigadores e público em geral.